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Há muitos anos olho para o horizonte

Foto: Pintura "O Parlamento, pôr do sol" por Claude Monet, 1904. Há muitos anos olho para o horizonte. Por mais obsessiva que seja, ainda encontro nessa forma de reflexão um hábito comum entre todos os seres humanos que sejam muito reflexivos, melancólicos e contemplativos.  Esse bucolismo desordenado aparenta ser apenas mais uma das consequências de se viver em um século na qual a maior parte dos nossos dias são dentro de escritórios, transportes públicos ou, até mesmo, da nossa própria individualidade, vendida e distribuída por qualquer coisa que tange a um tipo de comércio.  Por todas as vezes que passo pelas ruas da cidade e me deparo com gatos, cães, cavalos, burros, jumentos, passarinhos e insetos, pergunto a mim mesma como pode haver uma forma de vida que se resuma apenas a sentar, olhar para o sol e por fim ali permanecer. Parece algo bobo, certo? Mas, já paramos para realmente analisar isso com mais prudência? Na correria que nos cerca, nos nossos propósi...

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